A NOSSA HISTÓRIA

1912 - 1919

A origem da Empresa esteve numa pequena oficina que o Senhor Joaquim Pereira Ramos tinha estabelecido em 1912, na Rua 24 de Julho, em Lisboa. Nesta oficina dedicava-se ao fabrico de aparelhagem elétrica, adquirindo na Vista Alegre as necessárias porcelanas nuas.

Dificuldades verificadas no fornecimento destas porcelanas, quer pela Vista Alegre, quer por outros fabricantes nacionais, levaram-no a adquirir na Quinta das Regadas, no Candal, em Vila Nova de Gaia, uma pequena instalação cerâmica que se dedicava ao fabrico de estatuetas de terra-cota. Aqui iniciou em 1914 uma pequena unidade industrial para a produção das referidas porcelanas elétricas nuas e metalizadas.

Por volta de 1916, com o intuito de expandir o negócio, o Sr. Joaquim Pereira Ramos procedeu à transferência de Lisboa para as instalações do Candal, em Vila Nova de Gaia, tendo para isso criado a Empresa Electro Cerâmica, Limitada.

1919 - 1945

Os negócios não correram muito bem, e em 28 de Março de 1919 foi criada a Empresa Electro Cerâmica, SARL, com o capital social de 599.940 Escudos, dividido em 6.666 acções com o valor nominal de 90 Escudos cada, e objeto social de “exercício da indústria e do comércio em todos os seus ramos, e principalmente no que diz respeito a electricidade e suas aplicações”, tendo a Empresa Electro-Cerâmica, Limitada sido dissolvida.

Para além do fabrico e pequena aparelhagem elétrica de baixa tensão a empresa iniciou, em 1919 o fabrico de tubo isolante, e deu início às instalações necessárias para o fabrico e ensaios de isoladores de alta tensão, tendo iniciado e sua produção em 1922. Por volta de 1930, a empresa começou também a produzir louça doméstica e de uso corrente.

Em 1936 a Empresa Electro Cerâmica e a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre estabeleceram um acordo entre ambas, mediante o qual cada uma adquiria 50% do capital da Sociedade de Porcelanas, que existia em Coimbra desde 1916, com uma gama de produtos em tudo idêntica à sua.

Em 1945 a empresa foi comprada pelo Grupo Vista Alegre, tendo alterado o seu objeto social para “exercício da indústria e comércio de porcelanas para usos eléctricos e industriais e louças domésticas e todas as outras indústrias e comércio com ele relacionadas, e bem assim o de todos os artigos em matérias plásticas e metálicas”.

Assim, por via direta e indireta a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre passou a ser a única produtora nacional de porcelanas domésticas, porcelanas decorativas, cerâmica eletrotécnica (isoladores) e pequena aparelhagem elétrica com interior de porcelana (tomadas, interruptores, quadros). Além de única produtora nacional, beneficiava do condicionamento industrial e das fortes restrições às importações.

A Segunda Guerra Mundial arrastou consigo diversas empresas e negócios para a falência. A Empresa Electro Cerâmica também foi apanhada nesta rede!

Nesta altura, a empresa estava endividada de forma incomportável, tinha equipamentos demasiado velhos e as ações representativas de 99,98% do seu capital haviam sido entregues ao banco credor (Companhia Geral do Crédito Predial Português) para garantia real da dívida da sociedade.

1945 - 1989

Em 1945 a Empresa encontrava-se à beira da falência, não honrou os seus compromissos, e o banco executou a garantia.

Após diversas negociações foi estabelecido um acordo entre a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre e a Companhia Geral do Crédito Predial Português mediante o qual o banco anulava todas as dívidas anteriores da Empresa Electro – Cerâmica, e concedia à Empresa, para a sua reestruturação económica, um novo financiamento de 5.000.000 Escudos a pagar em 60 prestações anuais e iguais, incluindo capital e juro (terminou em 2005).

Desta forma, a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre procedeu à reestruturação económica da Empresa Electro – Cerâmica.

Em vez de ter três fábricas, todas a produzirem os mesmos produtos (Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre, Empresa Electro Cerâmica, Sociedade de Porcelanas), numa lógica de escala, concentrou na Empresa Electro Cerâmica o fabrico da pequena aparelhagem elétrica, dos isoladores, das tubagens em plástico VD para instalações elétricas interiores e das tubagens em tubo Bergmann para instalações elétricas exteriores, isto é, tudo o que se relacionava com eletricidade.

Para a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre e para a Sociedade de Porcelanas reservou a produção de porcelana de mesa e de porcelana decorativa. Aqui tem início o grande período áureo da vida industrial da Empresa Electro Cerâmica. Beneficiou da eletrificação do país, da “abertura” dos mercados coloniais, do crescimento económico internacional (exportações para a Índia, Israel, Bélgica, Suécia, Europa do Sul e Estados Unidos da América).

Para a Fábrica de Porcelana da Vista Alegre e para a Sociedade de Porcelanas reservou a produção de porcelana de mesa e de porcelana decorativa. Aqui tem início o grande período áureo da vida industrial da Empresa Electro Cerâmica. Beneficiou da eletrificação do país, da “abertura” dos mercados coloniais, do crescimento económico internacional (exportações para a Índia, Israel, Bélgica, Suécia, Europa do Sul e Estados Unidos da América).

É neste ambiente interno e externo que em 1963 a Empresa Electro Cerâmica se lança à criação em Luanda de uma fábrica própria destinada ao fabrico de tubagens, nomeadamente tubo Bergmann. Esta fábrica veio a ser perdida em consequência da evolução de Angola após independência. A Empresa Electro Cerâmica, SARL teve assim o seu maior período de prosperidade nos trinta anos que vão de 1945 a 1975, especialmente por força da sua especialização nos produtos elétricos e nas tubagens e pela forte quota de mercado que obteve e preservou nas ex-colónias, especialmente em Angola e Moçambique.

Com a perda dos mercados coloniais em consequência da descolonização, a abertura das fronteiras nacionais e a concorrência de gigantes com economias de escala incomparáveis, e com a conclusão da eletrificação do país, a Empresa Electro Cerâmica entrou dificuldades sérias. Desde 1975, foram cerca de 20 anos a sobreviver com grandes dificuldades.

Em 1987 a Administração, com o objetivo de autonomizar as áreas de negócio, procede a uma cisão de cada uma das suas atividades em empresas próprias, tendo daí resultado três novas empresas:

  • Ecoplás Empresa de Plásticos Técnicos, S.A. para a indústria e comércio de tubagens e acessórios em PVC
  • Cerisol Isoladores Cerâmicos, S.A. para a indústria e comércio de material elétrico de alta tensão, nomeadamente isoladores
  • E.C. Material Eléctrico, S.A. para a indústria e comércio de material elétrico de baixa tensão, nomeadamente tomadas, interruptores, quadros.


Em 1989 o Grupo vende a Ecoplás, S.A. ao grupo finlandês NESTE, especializado neste negócio em toda a Europa e que perspetivava a introdução na gama de produtos, das tubagens destinadas à condução do gás natural que, na ocasião era um dos grandes projetos do país.
Também em 1989 vende a E.C. Material Eléctrico ao Grupo General Electric, que conseguiu assim entrada fácil no mercado português de pequena aparelhagem elétrica.

1989 - 2001

É nesta altura, em 1989 que a Empresa Electro Cerâmica inicia uma nova fase, procedendo à gestão do seu património imobiliário do Candal, transformando as suas instalações num Parque Empresarial.

As duas fábricas aqui existentes – E.C. Material Eléctrico e Cerisol, pagando renda pelo espaço ocupado, numa tentativa de otimização da atividade e de controlo de custos, começaram a libertar espaços dispensáveis, que a Electro Cerâmica tratava de arrendar.

Desta forma, a Empresa Electro Cerâmica começou com 2 inquilinos em 1989, em 1993 tinha já 60 empresas, e desde 2000 conta com cerca de 110 empresas.

Em 1996 a empresa, para se adaptar à sua nova atividade alterou o pacto social para “arrendamento de bens imobiliários, promoção imobiliária, administração de imóveis por conta de outrem, compra e venda de bens imobiliários.”

Em 1998, devido à contínua procura de espaços para arrendar, procedeu à construção de um edifício para armazéns e escritórios com uma área total de 4.500 metros quadrados.

Em 2001, o Grupo Vista Alegre Atlantis, com vista à concentração da sua atividade nas cerâmicas, cristais e vidros (produtos complementares entre si, seja na mesa ou na decoração), vende a Empresa Electro Cerâmica ao Fundo de Investimento Imobiliário Aberto BPN Imonegócios, gerido pelo BPN Imofundos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A., pertença do Grupo BPN.

2001 – 2014

A nova Administração entende manter a atividade da empresa nos mesmos moldes, pelo que desde essa altura, tem-se verificado grande estabilidade na atividade da empresa.

Por força da sujeição às regras da C.M.V.M., e de forma a adaptar a designação social à atual atividade da empresa, procedeu-se em 2006 à alteração da Firma para “Candal Parque Sociedade Imobiliária, S.A.”.

Desde 2014

A 28 de março de 2014, o Centro Empresarial celebra 25 anos de existência e regista a data com a apresentação de uma nova identidade corporativa e uma nova denominação social: Candal Park – Centro de Negócios e Empresas.

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